domingo, 14 de novembro de 2010
Certezas
"a morte é a única certeza da vida.. mas não quero as certezas, eu só preciso ter comigo enquanto viver, a esperança.."
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ice
| Construir e manter marcas líderes diferenciadas e relevantes no mercado que satisfaçam os gostos e necessidades dos consumidores locais nos mercados latinos com produtos de consumo massivo. Nosso sucesso se baseia em: Q Cultura centrada na INOVAÇÃO com claridade de propósitos que são obtidas com as melhores idéias. Q Um profundo conhecimento do consumidor local, dos canais de distribuição e das diferentes idéias, casos, operações do mercado local e internacional. Q Identificação, atração, conservação e desenvolvimento de um TALENTO HUMANO SUPERIOR, HONESTO, ENTUSIASMADO E COMPROMETIDO. Q Contínua busca de uma alta rentabilidade. Assim, garantimos o crescimento sustentado e a permanência da Companhia em benefício de todos os que nela participam e dos países em que está presente |
Quala
Competências Corporativas
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Amarok
nacional
KAREN CAMACHO
da Folha Online
O novo presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, no posto há menos de três meses, disse em sua primeira entrevista após assumir o cargo que a empresa trabalha com objetivo de crescer 7% no faturamento neste ano e deve ficar em segundo lugar em vendas, focando no mercado interno. A empresa apresenta hoje o Novo Golf, primeiro lançamento na gestão de Schmall.
Após oito anos no vermelho, a empresa fechou 2006 com pequena margem de lucro, em um ano marcado por cortes de pessoal, queda na produção e nas exportações e ameaças de fechamento de unidades. Agora, a montadora alemã quer acelerar os investimentos, traça estratégias para concorrer com a China e quer lucro substancial ao final deste ano.
Schmall disse que uma empresa como a Volkswagen deve ter o mercado nacional como base para suas vendas, não a exportação. "Ninguém sabe o que vai acontecer por causa do cambio. É preciso manter liderança no mercado nacional. Se o câmbio estiver a nosso favor, vamos atender o máximo possível [do mercado externo]", afirmou.
Para ganhar a preferência do consumidor brasileiro, Schmall aposta em qualidade e investimentos em novos veículos. A empresa lança dois modelos em 2008. "'É preciso adaptar o carro para o mercado nacional. Carro mundial não existe. Os clientes são diferentes, o ambiente é diferente."
O executivo afirmou que o objetivo da empresa é fechar 2007 em segundo lugar em market share, subindo uma posição em relação a 2006, mas que retornar à liderança levará mais tempo. "Meu objetivo é deixar a empresa sustentável. Vamos liderar, mas não a curto prazo para não quebrar a empresa. Como? Com produto, o que falta é produto", afirmou.
Schmall disse que tem três objetivos em sua administração, melhorar os produtos, tornar mais eficiente o processo de produção para garantir bom resultado e fortalecer a equipe.
O plano de investimento da empresa para o Brasil anunciado no ano passado, de R$ 2,5 bilhões até 2011, deve ser acelerado e ter ações antecipadas, mas não deve se encerrar antes de 2011. Schmall não fala mais em corte de custo ou de pessoal e acha que a administração de seu antecessor, Hans-Christian Maergner, foi importante porque preparou "terreno para a construção da casa".
Exportação
Schmall disse que a pressão do câmbio, com a valorização do real frente ao dólar, derruba a vantagem do custo baixo de produção, entre 20% e 30% em relação a Alemanha, mas que o carro brasileiro ainda é competitivo e dá lucro na exportação.
Se o câmbio ficar mais forte, no entanto, a empresa terá de reduzir mais as vendas externas, afirmou Schmall. Em 2006, a Volks exportou 33% da produção, mas chegou a 40%.
Os principais mercados consumidores atendidos pela Volks são Alemanha, China e Brasil, nessa ordem.
Sobre a concorrência dos carros chineses, que começam a invadir o mercado de veículos e são considerados uma "tsunami" pela Anfavea (associação das montadoras), Schmall disse que reconhece que o país será um dos primeiros do mundo em produção de veículos, mas aposta na criatividade e na inovação dos nacionais como vantagem para enfrentar os concorrentes. "A única chance de sobreviver é com conteúdo, dar valor ao cliente", afirmou.
Perfil
O alemão Thomas Schmall, 43 anos, é formado em administração e economia e está na empresa desde 1991. Casado com uma brasileira, morou no Brasil de 1999 a 2003, quando dirigiu a unidade da Volks de São José dos Pinhais (PR). Nos últimos anos trabalhou na Eslováquia.
Com um perfil mais despojado do que seu antecessor, Schmall tem um cuco na sala e cobra "multa" de R$ 30 dos executivos que se atrasam para as reuniões agendadas, denunciado pelo toque do relógio. "Quem manda é o cuco", brinca. O dinheiro, que não informou em quanto está acumulado, pretende doar no fim do ano
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da Folha Online
O novo presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, no posto há menos de três meses, disse em sua primeira entrevista após assumir o cargo que a empresa trabalha com objetivo de crescer 7% no faturamento neste ano e deve ficar em segundo lugar em vendas, focando no mercado interno. A empresa apresenta hoje o Novo Golf, primeiro lançamento na gestão de Schmall.
Após oito anos no vermelho, a empresa fechou 2006 com pequena margem de lucro, em um ano marcado por cortes de pessoal, queda na produção e nas exportações e ameaças de fechamento de unidades. Agora, a montadora alemã quer acelerar os investimentos, traça estratégias para concorrer com a China e quer lucro substancial ao final deste ano.
| Raimundo Pacco/Folha Imagem |
| Presidente da Volks no Brasil, Thomas Schmall, diz que não há problema em "decisões duras" |
Para ganhar a preferência do consumidor brasileiro, Schmall aposta em qualidade e investimentos em novos veículos. A empresa lança dois modelos em 2008. "'É preciso adaptar o carro para o mercado nacional. Carro mundial não existe. Os clientes são diferentes, o ambiente é diferente."
O executivo afirmou que o objetivo da empresa é fechar 2007 em segundo lugar em market share, subindo uma posição em relação a 2006, mas que retornar à liderança levará mais tempo. "Meu objetivo é deixar a empresa sustentável. Vamos liderar, mas não a curto prazo para não quebrar a empresa. Como? Com produto, o que falta é produto", afirmou.
Schmall disse que tem três objetivos em sua administração, melhorar os produtos, tornar mais eficiente o processo de produção para garantir bom resultado e fortalecer a equipe.
O plano de investimento da empresa para o Brasil anunciado no ano passado, de R$ 2,5 bilhões até 2011, deve ser acelerado e ter ações antecipadas, mas não deve se encerrar antes de 2011. Schmall não fala mais em corte de custo ou de pessoal e acha que a administração de seu antecessor, Hans-Christian Maergner, foi importante porque preparou "terreno para a construção da casa".
Exportação
Schmall disse que a pressão do câmbio, com a valorização do real frente ao dólar, derruba a vantagem do custo baixo de produção, entre 20% e 30% em relação a Alemanha, mas que o carro brasileiro ainda é competitivo e dá lucro na exportação.
Se o câmbio ficar mais forte, no entanto, a empresa terá de reduzir mais as vendas externas, afirmou Schmall. Em 2006, a Volks exportou 33% da produção, mas chegou a 40%.
Os principais mercados consumidores atendidos pela Volks são Alemanha, China e Brasil, nessa ordem.
Sobre a concorrência dos carros chineses, que começam a invadir o mercado de veículos e são considerados uma "tsunami" pela Anfavea (associação das montadoras), Schmall disse que reconhece que o país será um dos primeiros do mundo em produção de veículos, mas aposta na criatividade e na inovação dos nacionais como vantagem para enfrentar os concorrentes. "A única chance de sobreviver é com conteúdo, dar valor ao cliente", afirmou.
Perfil
O alemão Thomas Schmall, 43 anos, é formado em administração e economia e está na empresa desde 1991. Casado com uma brasileira, morou no Brasil de 1999 a 2003, quando dirigiu a unidade da Volks de São José dos Pinhais (PR). Nos últimos anos trabalhou na Eslováquia.
Com um perfil mais despojado do que seu antecessor, Schmall tem um cuco na sala e cobra "multa" de R$ 30 dos executivos que se atrasam para as reuniões agendadas, denunciado pelo toque do relógio. "Quem manda é o cuco", brinca. O dinheiro, que não informou em quanto está acumulado, pretende doar no fim do ano
thomas schmall
Quando Thomas Schmall assumiu a presidência da Volkswagen do Brasil, há três anos, encerrava-se um ciclo. Para trás, havia ficado uma reestruturação em que esteve ameaçada de fechamento a histórica fábrica de São Bernardo. Para frente, as perspectivas eram boas.
Foi o que aconteceu. A VW se recuperou, retomou a dianteira em automóveis e disputa a liderança com a Fiat, que só se mantém em primeiro com a soma de comerciais leves. Prestes a ser lançada, a picape média Amarok é a grande aposta da Volks para virar o jogo.
Schmall agora prepara um novo planejamento da montadora para os próximos dez anos. Em suas metas, a previsão de alcançar 1 milhão de carros no mercado brasileiro em 2014, o que representará 25% das vendas. Para isso, anunciou investimento de R$ 6,2 bilhões para ampliar a capacidade e lançar novos produtos.
Casado com uma brasileira, o jovem executivo alemão, de 45 anos, disse que, no ano em que a fábrica da Anchieta comemora oficialmente 50 anos, não gostaria de receber, mas sim de dar um ‘presente'' aos funcionários da planta de São Bernardo, que se reinventou e passou a ser importante para os planos da VW no Brasil e na América do Sul.
AUTOMÓVEIS - No ano em que a fábrica de São Bernardo completa seu cinquentenário, qual o presente que o senhor gostaria de ganhar?
THOMAS SCHMALL - Eu não gostaria de ganhar nada. Meu desejo é dar um presente aos nossos funcionários porque acho que foi um excelente trabalho nestes 50 anos. Saímos do ponto em que estávamos sob o risco de fechar para uma posição bem melhor. Se você visitar hoje nossa fábrica de São Bernardo do Campo vai encontrar outra realidade. Parte dos R$ 6,2 bilhões que anunciamos será investida no Grande ABC.
AUTOMÓVEIS - A fábrica da Anchieta pode ser considerada como a melhor da Volkswagen no Brasil?
SCHMALL - A maior produtividade que temos hoje no Brasil é na fábrica de São José dos Pinhais (Paraná). Em São Bernardo do Campo, nós temos dificuldades de ajustes em razão das estruturas mais antigas. Mas os avanços que a fábrica da Anchieta conseguiu são maravilhosos.
AUTOMÓVEIS - Os recursos que vocês vão investir são gerados no Brasil?
SCHMALL - Vai vir dinheiro de fora também. Uma parte é daqui, mas não o suficiente para fazer 100%.
AUTOMÓVEIS - A Volkswagen está fazendo um fundo mundial para financiar fornecedores. Com isso, a empresa sinaliza que precisa crescer a capacidade. O senhor diria que estes novos investimentos seriam aplicados para ampliar a capacidade?
SCHMALL - Capacidade não vale nada se você não tem produto. Por que nós soltamos fogos de artíficio com novos produtos no ano passado e neste ano? Nós fizemos o lançamento do Voyage e do Gol em 2008. Em 2009, tivemos o novo Fox, a Saveiro, ao todo 16 novidades. Isso garante crescimento. Por isso, o investimento que vamos fazer será equilibrado entre produto e capacidade. O nosso planejamento não é só para o ano que vem - é para os próximos cinco, dez anos. O investimento que eu fizer hoje você só vai ver os resultados em dez anos. Eu posso estar aposentado em dez anos (risos).
AUTOMÓVEIS - Em 2010, a Volkswagen fará quantos lançamentos?
SCHMALL - Em torno de dez. Mas ainda não estão fechados. Nosso objetivo era fechar em torno de 30 lançamentos entre este ano e o que vem. Então falta um pouquinho para esta conta fechar.
AUTOMÓVEIS - Como a Volkswagen vai atingir o posto de maior fabricante mundial de automóveis em 2018, batendo a Toyota?
SCHMALL - A nossa estratégia mundial está clara e definida. O nosso chefe anunciou dois anos atrás que vamos trabalhar forte para ser o número 1 no mundo. Nós próximos cinco anos, vamos lançar 47 produtos no Grupo Volkswagen.
AUTOMÓVEIS - Na estratégia traçada pela Volkswagen no Brasil, a liderança do mercado passa por automóveis e comerciais leves?
SCHMALL - Eu acho que nós estamos no caminho certo. Nós começamos a liderar no segmento dos carros, que significa 80% da indústria no Brasil. Mantemos a esperança e vamos atacar com nossas novidades, como a nova Saveiro. Agora, com a chegada da picape média Amarok, temos uma chance concreta de, pela primeira vez, atacar comerciais leves também.
AUTOMÓVEIS - A Amarok vai ser suficiente?
SCHMALL - É um bom começo. Mas para cada reação, há uma contrarreação. Ninguém vai falar: ‘Olha, parabéns Volkswagen. Eu vou abrir o campo, fica livre aqui''. A concorrência reage também. Isso é uma disputa do dia a dia. Eu acho que, com a nova Saveiro, começamos bem. Não vamos parar.
AUTOMÓVEIS - Como vê as vendas da Saveiro?
SCHMALL - Ainda não dá para avaliar. Vamos ver no ano que vem. Em volume, a concorrência ainda está na nossa frente. Mas, na concepção da nossa rede, o carro caiu muito bem no gosto do consumidor.
AUTOMÓVEIS - Então a liderança só vem em 2010?
SCHMALL - Nós vamos atacar, mas de repente pode vir agora em 2009 com o sucesso de nossos comerciais leves. Em automóveis já dominamos. O que falta são comerciais leves. Vamos ver se a Amarok é suficiente. A liderança depende do volume de produção, curva de lançamentos e vendas, entre outras variantes. Mas nós temos uma boa chance.
AUTOMÓVEIS - Como o senhor explica o crescimento do market share da Volkwagen de quase dois pontos percentuais neste ano?
SCHMALL - Nós temos uma boa equipe e trabalhamos bem. O resultado da equipe vem dos nossos produtos, que combinam com o mercado. Têm aprovação dos nossos clientes.
AUTOMÓVEIS - Qual o balanço que o senhor faz do mercado brasileiro em 2009?
SCHMALL - Neste ano, a indústria crescerá mais do que 5%, já que o último trimestre de 2008 foi muito fraco, deixando a base de comparação favorável. Significa que temos a chance de atingir um patamar de 3 milhões de carros e comerciais leves até o final deste ano.
AUTOMÓVEIS - Qual o prognóstico para 2010?
SCHMALL - Eu avalio a possibilidade de um crescimento entre 3% e 6%. Eu acho razoável.
AUTOMÓVEIS - Qual vai ser a produção da Volkswagen no Brasil neste ano e quanto dela vai ser exportada?
SCHMALL - Isso depende ainda do comportamento do mercado. Neste ano a exportação simplesmente não existiu. Não é só um problema do câmbio, como em anos anteriores. Tivemos queda de 40% na Argentina e no México, dois mercados importantes para a Volkswagen do Brasil.
AUTOMÓVEIS - Em 2014, o senhor estima um mercado de 4 milhões de unidades no Brasil. Qual vai ser a fatia da VW ?
SCHMALL - Para cada quatro carros vendidos no País, um terá a marca VW, o que representará um share de 25%. Então, num mercado de 4 milhões, teremos 1 milhão.
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