Prefeitura anistia imóvel irregular da família Kassab
30 de janeiro de 2011 | 23h32 | Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
Fachada da firma, na Rua Leandro Dupré, 765, Saúde (Foto: Ayrton Vignola/AE)
FABIO LEITE
O imóvel que pertence à construtora da família do prefeito Gilberto Kassab (DEM) teve uma área irregular anistiada pela Prefeitura cerca de dois anos após o pedido de regularização haver sido rejeitado e o prazo para recurso, vencido. Pela lei, os responsáveis pelo prédio deveriam ter sido multados e o local, fechado. Mas documentos obtidos pelo Jornal da Tarde revelam que, em agosto de 2008, quando Kassab já havia sido empossado, o processo foi considerado extraviado, reconstituído e aprovado em nove dias. A assessoria do prefeito informou que a regularização “atendeu integralmente a legislação vigente”.
No local funciona a Yapê Engenharia, que tem como sócios Kassab (com 80% do capital da empresa) e três irmãos. O nome da companhia é resultado da união das iniciais dos pais do prefeito, Yacy e Pedro. Dos 309,82 m² de área construída, apenas 80 m² estavam regulares em outubro de 2003, durante a gestão Marta Suplicy (PT). Kassab, então, deu entrada no requerimento para regularizar 229,82 m², com base na Lei de Anistia, que beneficiava construções concluídas irregularmente até 13 de setembro de 2002.
À época, a empresa chamava-se R&K Engenharia, uma sociedade entre Kassab e o amigo e advogado Rodrigo Garcia. Naquele ano o atual prefeito era deputado federal e Garcia, estadual, ambos pelo PFL (hoje DEM). Garcia deixou a sociedade em 2007 – hoje ele é deputado federal. Os dois assinaram o pedido de regularização enviado à Subprefeitura da Vila Mariana, responsável por avaliar imóveis de até 1,5 mil m² na região.
Pedido negado
Em 8 de março de 2006, o pedido foi indeferido pela subprefeitura pelo “não atendimento ao comunique-se”, ou seja, abandono do processo. Kassab, então vice-prefeito, teve 60 dias, conforme a lei, para pedir reconsideração do despacho, mas não o fez. O indeferimento final foi publicado em junho e o processo, arquivado. A partir daí, pela Lei 13.885/04, a Prefeitura deveria emitir um auto de infração, lançar a área como irregular, aplicar multa e lacrar o imóvel, mas nada disso foi feito.
Em 30 de agosto de 2007, a Secretaria de Habitação (Sehab), comandada por Orlando Almeida, atual secretário de Controle Urbano, pasta que fiscaliza imóveis irregulares, pediu a íntegra do processo à subprefeitura. A papelada ficou engavetada na Sehab por quase um ano no Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), embora a análise do caso fosse atribuição da subprefeitura – a Sehab cuida de imóveis com mais de 1,5 mil m² para uso comercial, como a empresa de Kassab.
‘Extravio’
Em 13 de agosto de 2008, durante as eleições municipais, a Comissão Permanente de Processos Extraviados (CPPE), subordinada à Secretaria de Gestão, declarou o processo da Yapê Engenharia extraviado. No dia seguinte, a seção técnica do órgão publicou memorando relatando que o processo foi “parcialmente reconstituído” e o encaminhou novamente à Sehab.
No dia 22 de agosto, o Aprov 2, que analisa edifícios comerciais acima de 1,5 mil m², informou que o processo foi “considerado em ordem para aprovação”. No mesmo dia, a diretora substituta do Aprov-G à época, Lúcia de Sousa Machado, publicou despacho expedindo o auto de regularização da empresa de Kassab.
‘Dentro da lei’
Em nota enviada por e-mail, a assessoria de imprensa de Kassab informou que o processo de regularização do imóvel que pertence a uma construtora da família dele “atendeu integralmente a legislação vigente.”
Segundo a nota, o pedido de anistia para o imóvel “foi protocolado pelo contribuinte em outubro de 2003, com base na Lei da Anistia” e “a aprovação seguiu rigorosamente a lei específica, estando todos os tributos incidentes sobre o imóvel, cuja titularidade é de empresa legalmente constituída e gerida por administradores eleitos nos termos do Código Civil, em dia.”
Procurado na sede da Yapê Engenharia, na Saúde (zona sul), o administrador da empresa, Carlos Alberto Fonseca, disse desconhecer o caso e que não falaria com a reportagem. Já a arquiteta Lúcia de Sousa Machado, que deferiu o pedido de regularização em agosto de 2008, recusou-se a falar sobre o assunto. “Servidor público não pode dar entrevistas”, disse por telefone.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Jr
Severino trabalha como catador desde os 12 anos, mas hoje é um líder na América Latina/Foto: Divulgação
O potiguar Severino Lima Júnior poderia lamentar a realidade difícil de uma vida dedicada ao trabalho árduo. Aos 12 anos de idade, ele já se misturava às centenas de catadores de materiais recicláveis do aterro sanitário de Natal, na capital do Rio Grande do Norte. A condição humilde da família fez com que ele tivesse de encarar o odor e os demais obstáculos de se trabalhar em meio ao lixo, em vez das brincadeiras comuns dos outros meninos de mesma faixa etária.
Mas apesar de tantas adversidades enfrentadas desde cedo, Severino não se prende a lamentações. Com o passar dos anos, o esforço e as circunstâncias fizeram dele uma das principais lideranças do setor em toda a América Latina. Atualmente, é líder-parceiro da Fundação Avina e também representa o Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) em eventos internacionais, além de ser um dos articuladores da Rede Latino-Americana e Caribenha de Catadores.
Nesta entrevista ao portal EcoDesenvolvimento.org, Severino conta fatos marcantes de sua trajetória e a importância do trabalho que desenvolve, ao reivindicar melhores condições de trabalho e contribuir, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento sustentável da sociedade.
EcoD: Desde 1999, o senhor e outras lideranças do setor de materiais recicláveis articulam a criação de uma organização capaz de representar os interesses da categoria. Como se deu essa iniciativa?
Severino: A partir do conhecimento de que outros catadores do Brasil lutavam por direitos trabalhistas em seus municípios. Entre outros pontos, eles reivindicavam um melhor acesso às ruas para coletarem esses materiais.
EcoD: E como o MNCR está organizado?
Severino: O movimento tem representantes em todos os estados brasileiros. É uma grande organização. Eu, no caso, sou um dos representantes da região Nordeste.
EcoD: De que forma o MNCR contribui para com a preservação do meio ambiente?
Severino: Principalmente com a redução do uso de matérias-primas de origem virgem, como garrafas de vidro e materiais plásticos. Imagine como seriam os lixões e as ruas sem nós catadores! Acho que não teríamos mais espaços para colocar tanto lixo...
EcoD: Como o senhor encara o fato de ter começado a trabalhar no "lixão" a partir dos 12 anos?
Severino: Foi parte de uma necessidade. Mesmo assim, tenho muitas lembranças e histórias boas do Lixão de Natal. Alguns desses relatos são tristes, mas também tem muitas coisas alegres, que me deixaram feliz. O principal deles diz respeito às alianças de casamento de minha esposa e eu. Sabe do que elas foram feitas? Acredite: a partir do ouro de coroas dentárias encontradas por um companheiro de trabalho lá no lixão. Apesar do inusitado, elas ficaram muito bonitas. Minha esposa e eu ficamos muito emocionados com o presente.
EcoD: Existe diferença entre catadores de materiais recicláveis e garis?
Severino: Nós definimos como catadores de recicláveis aqueles que catam materiais de ferro-velho, sucata, papel e papelão, além de vasilhames. Também enquadramos aí os membros de cooperativas de sucata, que separam e fazem à triagem desse material. Já os garis são aqueles profissionais que coletam o lixo domiciliar, ou seja, os resíduos in natura (sem nenhuma seleção).
Ecod: Mais alguém na sua família exerceu ou ainda exerce essa profissão?
Severino: Dois irmãos meus também cataram muito no lixão durante a infância. Atualmente, um deles é pastor de uma igreja evangélica, enquanto o outro é policial militar.
Ao lado de senadores em Brasília (DF), para discutir a regulamentação dos marcos regulatórios e destinação de resíduos sólidos. /Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
EcoD: Como liderança dos catadores de materiais recicláveis, o senhor já percorreu boa parte dos países. Será que aquele menino do Lixão de Natal imaginou, algum dia, alçar voos tão altos?
Severino: Rapaz (pausa)... Não. Nunca imaginei que um dia viajaria tanto para lutar por essa causa. Outro dia, viajando pela Europa para conhecer experiências inovadoras das coletas de alguns países de lá, em companhia de outro amigo de lutas, chamado Roberto Laureno, comentei justamente isso. Nós refletimos sobre essa pergunta durante algum tempo, olhamos para o início de nossa luta e chegamos à conclusão de que não tínhamos essa dimensão. Não é tão fácil. Hoje somos referência na América Latina, em decorrência de nosso modelo de organização e articulação.
EcoD: Na sua opinião, quais foram os principais avanços da categoria desde que o MNCR foi criado, em 2001?
Severino: Sem dúvida, a regulamentação da profissão, que nos permitiu o acesso às políticas publicas. Também destaco os avanços da relação com o governo federal e a criação do decreto 5940 [de 25 de outubro de 2006], que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis.
EcoD: Como o senhor vê a realidade dos catadores atualmente no Brasil? Falta conquistar algo mais?
Severino: Um dos problemas que encontramos é a burocracia, que em nossa concepção, existe para dificultar o acesso dos menos favorecidos ao acesso dos investimentos públicos. Nós temos conquistas importantes que precisam ser celebradas, mas também precisamos de melhorias para a capacitação do nosso trabalho. Eu e os meus companheiros defendemos a criação de novos postos de emprego para os catadores. Outro problema são os atravessadores, que prejudicam os catadores de cidades distantes das capitais.
EcoD: Prejudicam como?
Severino: A crise financeira mundial afetou a nossa categoria de maneira muito drástica. Só para você ter ideia, perdemos mais de 70% de nossa renda, perdemos também o mercado de vários materiais que ficaram inviáveis para a comercialização devido ao custo operacional. Existiam muitos atravessadores/sucateiros que tinham lucros exorbitantes (de até 200%). O que eu quero dizer é que essa recessão global nos ensinou muitas lições. A principal se refere à união que os catadores precisam ter. Unidos, nós somos capazes de vender direto para a indústria. Sem o devido conhecimento, a categoria cede ao assédio desses sucateiros, entende? Precisamos comercializar os materiais em rede, direto para as indústrias.
EcoD: Como o senhor avalia a organização dos catadores de materiais recicláveis nos países da América Latina?
Severino: De uns quatro anos para cá houve um grande avanço nesse sentido. Tivemos a criação da Comissão Nacional de Catadores do Chile, um congresso em nível continental na Colômbia, encontros na Bolívia, Uruguai e Equador. Na Argentina há um movimento muito bem fortalecido e politizado. O Peru também costuma sediar eventos nacionais e grandes congressos. Penso que podemos avançar mais nos países da América Central, que costumam registrar mais dificuldades e apresentar mais problemas organizacionais.
EcoD: O senhor esteve em Bonn, na Alemanha, em junho deste ano, para participar de um encontro mundial sobre as mudanças climáticas. O que pode ser destacado dessa experiência?
Severino: Foi bom porque pudemos discutir as ações de redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da mitigação, além de colocarmos a nossa categoria no centro da discussão de temas importantes, capazes de afetarem diretamente a vida das pessoas em todos os países. Hoje nós temos a perspectiva de que, nos próximos anos, poderemos aprovar uma metodologia que possibilite o nosso beneficiamento em relação ao bônus comercializado no mercado internacional de créditos de carbono.
O potiguar Severino Lima Júnior poderia lamentar a realidade difícil de uma vida dedicada ao trabalho árduo. Aos 12 anos de idade, ele já se misturava às centenas de catadores de materiais recicláveis do aterro sanitário de Natal, na capital do Rio Grande do Norte. A condição humilde da família fez com que ele tivesse de encarar o odor e os demais obstáculos de se trabalhar em meio ao lixo, em vez das brincadeiras comuns dos outros meninos de mesma faixa etária.
Mas apesar de tantas adversidades enfrentadas desde cedo, Severino não se prende a lamentações. Com o passar dos anos, o esforço e as circunstâncias fizeram dele uma das principais lideranças do setor em toda a América Latina. Atualmente, é líder-parceiro da Fundação Avina e também representa o Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) em eventos internacionais, além de ser um dos articuladores da Rede Latino-Americana e Caribenha de Catadores.
Nesta entrevista ao portal EcoDesenvolvimento.org, Severino conta fatos marcantes de sua trajetória e a importância do trabalho que desenvolve, ao reivindicar melhores condições de trabalho e contribuir, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento sustentável da sociedade.
EcoD: Desde 1999, o senhor e outras lideranças do setor de materiais recicláveis articulam a criação de uma organização capaz de representar os interesses da categoria. Como se deu essa iniciativa?
Severino: A partir do conhecimento de que outros catadores do Brasil lutavam por direitos trabalhistas em seus municípios. Entre outros pontos, eles reivindicavam um melhor acesso às ruas para coletarem esses materiais.
EcoD: E como o MNCR está organizado?
Severino: O movimento tem representantes em todos os estados brasileiros. É uma grande organização. Eu, no caso, sou um dos representantes da região Nordeste.
EcoD: De que forma o MNCR contribui para com a preservação do meio ambiente?
Severino: Principalmente com a redução do uso de matérias-primas de origem virgem, como garrafas de vidro e materiais plásticos. Imagine como seriam os lixões e as ruas sem nós catadores! Acho que não teríamos mais espaços para colocar tanto lixo...
EcoD: Como o senhor encara o fato de ter começado a trabalhar no "lixão" a partir dos 12 anos?
Severino: Foi parte de uma necessidade. Mesmo assim, tenho muitas lembranças e histórias boas do Lixão de Natal. Alguns desses relatos são tristes, mas também tem muitas coisas alegres, que me deixaram feliz. O principal deles diz respeito às alianças de casamento de minha esposa e eu. Sabe do que elas foram feitas? Acredite: a partir do ouro de coroas dentárias encontradas por um companheiro de trabalho lá no lixão. Apesar do inusitado, elas ficaram muito bonitas. Minha esposa e eu ficamos muito emocionados com o presente.
EcoD: Existe diferença entre catadores de materiais recicláveis e garis?
Severino: Nós definimos como catadores de recicláveis aqueles que catam materiais de ferro-velho, sucata, papel e papelão, além de vasilhames. Também enquadramos aí os membros de cooperativas de sucata, que separam e fazem à triagem desse material. Já os garis são aqueles profissionais que coletam o lixo domiciliar, ou seja, os resíduos in natura (sem nenhuma seleção).
Ecod: Mais alguém na sua família exerceu ou ainda exerce essa profissão?
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Ao lado de senadores em Brasília (DF), para discutir a regulamentação dos marcos regulatórios e destinação de resíduos sólidos. /Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
EcoD: Como liderança dos catadores de materiais recicláveis, o senhor já percorreu boa parte dos países. Será que aquele menino do Lixão de Natal imaginou, algum dia, alçar voos tão altos?
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EcoD: Na sua opinião, quais foram os principais avanços da categoria desde que o MNCR foi criado, em 2001?
Severino: Sem dúvida, a regulamentação da profissão, que nos permitiu o acesso às políticas publicas. Também destaco os avanços da relação com o governo federal e a criação do decreto 5940 [de 25 de outubro de 2006], que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis.
EcoD: Como o senhor vê a realidade dos catadores atualmente no Brasil? Falta conquistar algo mais?
Severino: Um dos problemas que encontramos é a burocracia, que em nossa concepção, existe para dificultar o acesso dos menos favorecidos ao acesso dos investimentos públicos. Nós temos conquistas importantes que precisam ser celebradas, mas também precisamos de melhorias para a capacitação do nosso trabalho. Eu e os meus companheiros defendemos a criação de novos postos de emprego para os catadores. Outro problema são os atravessadores, que prejudicam os catadores de cidades distantes das capitais.
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Severino: A crise financeira mundial afetou a nossa categoria de maneira muito drástica. Só para você ter ideia, perdemos mais de 70% de nossa renda, perdemos também o mercado de vários materiais que ficaram inviáveis para a comercialização devido ao custo operacional. Existiam muitos atravessadores/sucateiros que tinham lucros exorbitantes (de até 200%). O que eu quero dizer é que essa recessão global nos ensinou muitas lições. A principal se refere à união que os catadores precisam ter. Unidos, nós somos capazes de vender direto para a indústria. Sem o devido conhecimento, a categoria cede ao assédio desses sucateiros, entende? Precisamos comercializar os materiais em rede, direto para as indústrias.
EcoD: Como o senhor avalia a organização dos catadores de materiais recicláveis nos países da América Latina?
Severino: De uns quatro anos para cá houve um grande avanço nesse sentido. Tivemos a criação da Comissão Nacional de Catadores do Chile, um congresso em nível continental na Colômbia, encontros na Bolívia, Uruguai e Equador. Na Argentina há um movimento muito bem fortalecido e politizado. O Peru também costuma sediar eventos nacionais e grandes congressos. Penso que podemos avançar mais nos países da América Central, que costumam registrar mais dificuldades e apresentar mais problemas organizacionais.
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palmas
O que é o Banco Palmas?
O BANCO PALMAS é uma prática de SOCIOECONOMIA SOLIDÁRIA da Associação de Moradores do Conjunto Palmeira, um bairro popular, com 32 mil moradores, situado na periferia de Fortaleza - CE.
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Banco Palma
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Telefone: +55 (85) 3250-8279 / 3269-1547
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Endereço: Av. Val Paraíso 698, Conjunto Palmeiras.
Fortaleza - Ceará - Brasil
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JOÃO JOAQUIM DE MELO NETO SEGUNDO
COORDENADOR GERAL
joaquim@bancopalmas.org.br
twitter: JoaquimBPalmas
SANDRA MAGALHÃES
COORDENADORA DAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E COORDENADORA DE PROJETOS
sandramaga@bancopalmas.org.br
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COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
neide@bancopalmas.org.br
JAQUELINE DUTRA
GERENTE EXECUTIVA
jaqueline@bancopalmas.org.br
OTACIANA BARROS
GERENTE DE CORRESPONDENTE BANCÁRIO
otacina@bancopalmas.org.br
ROBERTO OLIVEIRA
Responsável pela mobilização do FECOL
roberto@bancopalmas.org.br
ADRIANO AUGUSTO
COORDENADOR DE CRÉDITO
adriano@bancopalmas.org.br
FRANCISCA ALMEIDA (FRAN)
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fran@bancopalmas.org.br
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ECONOMISTA – COOPERANTE
asier@bancopalmas.org.br
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ENGENHEIRA DE INFORMÁTICA-
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jessica@bancopalmas.org.br
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RESPONSAVEL PELO SETOR DE COMERCIAIZAÇÃO
manumatias26@yahoo.com.br
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SETOR CONTABIL
viviane@bancopalmas.org.br
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SETOR CONTABIL
adriana@bancopalmas.org.br
ANTONIA BERNARDINO
ANALISTA DE CREDITO E TECNICA DE CAMPO
tania@bancopalmas.org.br
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AGENTE DE CREDITO E TECNICA DE CAMPO
elizangela@bancopalmas.org.br
IZIMARIO SILVESTRE
AGENTE DE CREDITO E TÉCNICO DE CAMPO
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Joaquim Banco Palmas
JoaquimBPalmas
JoaquimBPalmas Banco Palmas completa hoje 13 anos. A maior conquista: Provou que o povo organizado pode criar e administrar seu proprio banco.
9 days ago · reply
JoaquimBPalmas Estudo do IPEA revela que 52,6% dos nordestinos e 39,5% dos brasileiros não possuem conta bancária.
17 days ago · reply
JoaquimBPalmas Duas reportagens sobre o banco Palmas estão na finalissima do Premio Itau Finaças sustentáveis. Vale a torcida.
86 days ago · reply
JoaquimBPalmas Banco Palmas criuou uma linha de credito produtivo especifica para Mulheres do Bolsa Família. Já são mais de 100.
88 days ago · reply
JoaquimBPalmas Dia 19, 10h, no Banco Palmas: Coquetel de lançmento do Palmas Microsseguro
107 days ago · reply
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JoaquimBPalmas Dia 19, 10h, no Banco Palmas: Coquetel de lançmento do Palmas Microsseguro
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carnaval
HUNDERTWASSER PUBLIC TOILETS – NOVA ZELÂNDIA
Talvez você nunca veja um banheiro tão colorido em sua vida. Ele foi construído em 1997 pelo arquiteto Hundertwasser Freidensreich – daí o nome das “instalações”. Parece um templo estranho, cheiro de colunas e vidros coloridos. O fato é que ali tudo foi reciclado (garrafas e restos de azulejos).
URILIFT POP-UP TOILETS – EUROPA
Ele é uma cabine com o mictório “fechado”, para evitar vizinhos que gostem de olhar para os lados – quando você entra ele vai para baixo da terra, como um elevador. Além de ter um sistema que torna quase impossível você “mirar” no lugar errado. Se você for descoordenado o bastante, o chão tem um sistema de drenagem revolucionário. O único problema é se você for claustrofóbico
CHARMIN RESTROOM, TIMES SQUARE, NOVA YORK
Esqueça os macabros banheiros dos metrôs de Nova York. Se você estiver apertado perto da Times Square já sabe onde ir. Além de ter um ambiente aconchegante, no segundo andar da instalação (sim, o Charmin não é um simples banheiro), as crianças podem jogar Wii ou então aprender a “dança do penico” (isso mesmo) com o personagem Charmin através de uma TV.
JC DECAUX PUBLIC TOILETS, PARIS
Paris, uma das cidades mais estilosas do mundo, não poderia estar fora dessa lista. O “sanissete” em questão tem acesso facilitado para pessoas com deficiência, um domo de vidro para iluminação natural durante o dia e, fora do banheiro, há uma fonte feita de madrepérola.
DAIMARU DEPARTMENT STORE, TÓQUIO
Como não podia deixar de ser, o primeiro lugar da lista vai para o competidor japonês. Todos os banheiros da loja de departamentos Daimaru são coordenados – ou seja, especialmente montados para lembrarem o ambiente exterior. Então a janela da foto não é real, você pode fazer seu xixi sossegado, mas é igual a paisagem que você veria se ela fosse de vidro. [Most Interesting Facts]
Talvez você nunca veja um banheiro tão colorido em sua vida. Ele foi construído em 1997 pelo arquiteto Hundertwasser Freidensreich – daí o nome das “instalações”. Parece um templo estranho, cheiro de colunas e vidros coloridos. O fato é que ali tudo foi reciclado (garrafas e restos de azulejos).
URILIFT POP-UP TOILETS – EUROPA
Ele é uma cabine com o mictório “fechado”, para evitar vizinhos que gostem de olhar para os lados – quando você entra ele vai para baixo da terra, como um elevador. Além de ter um sistema que torna quase impossível você “mirar” no lugar errado. Se você for descoordenado o bastante, o chão tem um sistema de drenagem revolucionário. O único problema é se você for claustrofóbico
CHARMIN RESTROOM, TIMES SQUARE, NOVA YORK
Esqueça os macabros banheiros dos metrôs de Nova York. Se você estiver apertado perto da Times Square já sabe onde ir. Além de ter um ambiente aconchegante, no segundo andar da instalação (sim, o Charmin não é um simples banheiro), as crianças podem jogar Wii ou então aprender a “dança do penico” (isso mesmo) com o personagem Charmin através de uma TV.
JC DECAUX PUBLIC TOILETS, PARIS
Paris, uma das cidades mais estilosas do mundo, não poderia estar fora dessa lista. O “sanissete” em questão tem acesso facilitado para pessoas com deficiência, um domo de vidro para iluminação natural durante o dia e, fora do banheiro, há uma fonte feita de madrepérola.
DAIMARU DEPARTMENT STORE, TÓQUIO
Como não podia deixar de ser, o primeiro lugar da lista vai para o competidor japonês. Todos os banheiros da loja de departamentos Daimaru são coordenados – ou seja, especialmente montados para lembrarem o ambiente exterior. Então a janela da foto não é real, você pode fazer seu xixi sossegado, mas é igual a paisagem que você veria se ela fosse de vidro. [Most Interesting Facts]
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Catador alcança fama após conhecer Vik Muniz em trabalho que virou filme
PUBLICIDADE
ROBERTO KAZ
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
Era janeiro de 2008 quando Sebastião Carlos dos Santos, presidente da Associação dos Catadores do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, conheceu o artista plástico Vik Muniz.
A impressão não foi das melhores. "O Vik explicou que a obra dele era quadro e não era quadro, era foto e não era foto. Parecia que falava javanês", contou Tião, como é conhecido.
Muniz chegara ao aterro --que recebe todo o lixo descartado na cidade do Rio de Janeiro-- com um objetivo triplo: montar uma série de quadros a partir dos dejetos, colocar os catadores para trabalhar no feitio dos quadros e, jogada de mestre, filmar tudo, para o documentário "Lixo Extraordinário", que estreia nesta sexta.
Divulgação
Catador Sebastião Carlos dos Santos posa como Marat para o artista plástico Vik Muniz
O filme foi dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Venceu como melhor documentário do Festival de Berlim, em 2010.
Após dois meses retratando o aterro sanitário, Muniz contratou cerca de dez catadores para montar as imagens, num galpão em Parada de Lucas, subúrbio carioca. "Pagava R$ 75 por dia, igual ao que receberiam com o lixo", contou. O meio de campo era feito por Tião Santos. "Ele é o embaixador de Gramacho", explicou Muniz.
Tião começou a frequentar o aterro na infância, quando o pai, estivador, teve o trabalho substituído pelo de guindastes que chegavam ao porto do Rio. "Minha família se viu obrigada a ir para o lixão, que era perto de casa", contou. Aos 8 anos, levava comida à mãe e dois irmãos, que trabalhavam no aterro. "Não me deixavam catar. Eu ficava brincado com os outros meninos", lembra.
MAQUIAVÉLICO
Aos 18 anos, após um hiato de três anos distante, resolveu voltar a Gramacho, para trabalhar em uma cooperativa que recebia o material coletado. Nas noites de sábado, quando não estudava, ia para o aterro "dar um complemento na renda".
Numa incursão noturna, encontrou "O Príncipe", de Maquiavel. "Eu conhecia a palavra 'maquiavélico'. Me deu uma neurose de ler aquilo. Levei pra casa, sequei atrás da geladeira e, partir daí, passei a pegar todo livro que encontrava." Já leu Schopenhauer e Nietzsche, que encontrou no lixo.
Em 2007, dois anos após comandar um protesto contra a prefeitura, foi eleito presidente da Associação dos Catadores. "Logo depois, me ligaram para dizer que um artista brasileiro queria fazer um trabalho com a gente."
Tião diz que, em princípio, não seria fotografado. "Meu trabalho era acompanhar o Vik no aterro, para apresentá-lo aos catadores." Isso até o dia em que Zumbi, seu amigo, surgiu do lixo, carregando uma banheira. "O Vik teve um estalo e disse, na hora: 'Vamos fazer o Tião de Marat? Ele morreu no banho'." Após ouvir que Jean-Paul Marat (1743-1793) havia sido um dos líderes da Revolução Francesa, Tião sentenciou: "Combina comigo".
O quadro foi vendido em 2009, num leilão da Phillips de Pury, em Londres, por 28 mil libras (R$ 74 mil). O dinheiro foi revertido para a Associação. Tião diz que, mais do que o dinheiro, o retorno profissional foi positivo. "Hoje vou receber a visita de 21 alunos de uma universidade de Nova York que viram o documentário. Daqui a três dias, tenho um encontro no BNDES, para falar sobre o futuro do aterro, que deve ser desativado em 2012."
Conta que a amizade com Vik Muniz permanece: "Outro dia a gente se encontrou, no aniversário da filha dele. Às vezes, fico pensando quando vai dar meia-noite, e a carruagem vai voltar a ser abóbora. Mas não dá. Já faz três anos que esse meu conto de fadas não termina".
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ROBERTO KAZ
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
Era janeiro de 2008 quando Sebastião Carlos dos Santos, presidente da Associação dos Catadores do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, conheceu o artista plástico Vik Muniz.
A impressão não foi das melhores. "O Vik explicou que a obra dele era quadro e não era quadro, era foto e não era foto. Parecia que falava javanês", contou Tião, como é conhecido.
Muniz chegara ao aterro --que recebe todo o lixo descartado na cidade do Rio de Janeiro-- com um objetivo triplo: montar uma série de quadros a partir dos dejetos, colocar os catadores para trabalhar no feitio dos quadros e, jogada de mestre, filmar tudo, para o documentário "Lixo Extraordinário", que estreia nesta sexta.
Divulgação
Catador Sebastião Carlos dos Santos posa como Marat para o artista plástico Vik Muniz
O filme foi dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Venceu como melhor documentário do Festival de Berlim, em 2010.
Após dois meses retratando o aterro sanitário, Muniz contratou cerca de dez catadores para montar as imagens, num galpão em Parada de Lucas, subúrbio carioca. "Pagava R$ 75 por dia, igual ao que receberiam com o lixo", contou. O meio de campo era feito por Tião Santos. "Ele é o embaixador de Gramacho", explicou Muniz.
Tião começou a frequentar o aterro na infância, quando o pai, estivador, teve o trabalho substituído pelo de guindastes que chegavam ao porto do Rio. "Minha família se viu obrigada a ir para o lixão, que era perto de casa", contou. Aos 8 anos, levava comida à mãe e dois irmãos, que trabalhavam no aterro. "Não me deixavam catar. Eu ficava brincado com os outros meninos", lembra.
MAQUIAVÉLICO
Aos 18 anos, após um hiato de três anos distante, resolveu voltar a Gramacho, para trabalhar em uma cooperativa que recebia o material coletado. Nas noites de sábado, quando não estudava, ia para o aterro "dar um complemento na renda".
Numa incursão noturna, encontrou "O Príncipe", de Maquiavel. "Eu conhecia a palavra 'maquiavélico'. Me deu uma neurose de ler aquilo. Levei pra casa, sequei atrás da geladeira e, partir daí, passei a pegar todo livro que encontrava." Já leu Schopenhauer e Nietzsche, que encontrou no lixo.
Em 2007, dois anos após comandar um protesto contra a prefeitura, foi eleito presidente da Associação dos Catadores. "Logo depois, me ligaram para dizer que um artista brasileiro queria fazer um trabalho com a gente."
Tião diz que, em princípio, não seria fotografado. "Meu trabalho era acompanhar o Vik no aterro, para apresentá-lo aos catadores." Isso até o dia em que Zumbi, seu amigo, surgiu do lixo, carregando uma banheira. "O Vik teve um estalo e disse, na hora: 'Vamos fazer o Tião de Marat? Ele morreu no banho'." Após ouvir que Jean-Paul Marat (1743-1793) havia sido um dos líderes da Revolução Francesa, Tião sentenciou: "Combina comigo".
O quadro foi vendido em 2009, num leilão da Phillips de Pury, em Londres, por 28 mil libras (R$ 74 mil). O dinheiro foi revertido para a Associação. Tião diz que, mais do que o dinheiro, o retorno profissional foi positivo. "Hoje vou receber a visita de 21 alunos de uma universidade de Nova York que viram o documentário. Daqui a três dias, tenho um encontro no BNDES, para falar sobre o futuro do aterro, que deve ser desativado em 2012."
Conta que a amizade com Vik Muniz permanece: "Outro dia a gente se encontrou, no aniversário da filha dele. Às vezes, fico pensando quando vai dar meia-noite, e a carruagem vai voltar a ser abóbora. Mas não dá. Já faz três anos que esse meu conto de fadas não termina".
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PMDB SP
Baleia Rossi
Partido: PMDB
Área de atuação: Geração de Empregos, Saúde
Base Eleitoral: Ribeirão Preto e região
Telefone: 3886-6863/6868
Fax: 3884-4899
Sala: 3103 / 3º andar
e-mail: baleiarossi@al.sp.gov.br
Aniversário: 09/06
Luís Felipe Baleia Tenuto Rossi conta que sua trajetória política começou aos 20 anos, como o vereador mais jovem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Conta ainda que, aos 28 anos, em seu terceiro mandato, foi o vereador mais votado da história da cidade. Aos 30, elegeu-se deputado, com mais de 77 mil votos. Bacharel em direito, foi vice-presidente da Câmara e secretário municipal de Esportes. Sua atuação tem se voltado sobretudo para a defesa de interesses que conduzem ao fortalecimento da família. É um incentivador de práticas ecológicas e esportivas e que afastem os jovens da violência das ruas. Foi reeleito para a 16ª legislatura, com início em 15 de março de 2007. Foi líder do PMDB na ALESP.
Partido: PMDB
Área de atuação: Geração de Empregos, Saúde
Base Eleitoral: Ribeirão Preto e região
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Fax: 3884-4899
Sala: 3103 / 3º andar
e-mail: baleiarossi@al.sp.gov.br
Aniversário: 09/06
Luís Felipe Baleia Tenuto Rossi conta que sua trajetória política começou aos 20 anos, como o vereador mais jovem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Conta ainda que, aos 28 anos, em seu terceiro mandato, foi o vereador mais votado da história da cidade. Aos 30, elegeu-se deputado, com mais de 77 mil votos. Bacharel em direito, foi vice-presidente da Câmara e secretário municipal de Esportes. Sua atuação tem se voltado sobretudo para a defesa de interesses que conduzem ao fortalecimento da família. É um incentivador de práticas ecológicas e esportivas e que afastem os jovens da violência das ruas. Foi reeleito para a 16ª legislatura, com início em 15 de março de 2007. Foi líder do PMDB na ALESP.
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