terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Eikelandia

nheça a Eikelândia, a obra mais arrojada de Eike Batista

No litoral fluminense, bilionário constrói porto e quer atrair empresas de aço, cimento, carro, produtos Apple, além da cidade "X"

André Vieira, enviado especial a São João da Barra (RJ) | 04/01/2011 05:54
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A ponte mede quase três quilômetros de comprimento. Nasce em solo arenoso e avança sobre o mar adentro. Está montada sobre 662 estacas fincadas no fundo da água que se enfileiradas teriam a distância de 38 quilômetros. Sua estrutura tem a largura de 27,5 metros, que permitirão não só a passagem de uma gigantesca correia de transporte de minério de ferro como também a circulação de caminhões pesados.
Na ponta da ponte em alto-mar, a temperatura supera os 30 graus. O forte vento reduz a sensação térmica, mas deixa o mar agitado. As primeiras pedras lançadas para a construção do quebra-mar já começam a aparecer na superfície e vão proteger os navios que chegarão no futuro porto que está sendo construído. Ao todo, serão lançados 1,8 milhão de metros cúbicos de blocos de pedras no mar, o equivalente ao morro do Pão de Açúcar.
Quando estiver pronto, o porto acomodará dez berços de atracação. O calado natural de 15 a 18 metros já seria suficiente para navios Panamax, nas medidas que cruzam o canal do Panamá. Mas as obras de dragagem vão aumentar a profundidade para 25 metros, o que inclui a nova geração de meganavios Chinamax, com capacidade carga de mais de 350 mil toneladas de minério, que hoje chegam apenas a poucos portos existentes no mundo.
A obra Superporto do Açu começou no fim de 2007. Até sua conclusão, prevista para 2012, receberá investimentos de R$ 4,5 bilhões. Mas o porto e a estrutura para o transporte do minério serão uma migalha se comparados a todos os projetos sonhados pelo empresário para a região.
Se o plano idealizado por Eike Batista se materializar, os investimentos - um complexo industrial integrado às atividades portuárias além de um megaempreendimento residencial para acomodar dezenas de milhares de pessoas - vão transformar São João da Barra, município com 32 mil habitantes do litoral norte fluminense, numa verdadeira “Eikelândia”.

O Superporto do Açu é o cartão-postal mais vistoso dos empreendimentos do oitavo homem mais rico do mundo, segundo ranking da revista “Forbes” divulgado em março de 2010. Quase todas as empresas do grupo EBX, o conglomerado empresarial criado pelo multibilionário, composto por uma sopa de siglas todas com a palavra “xis”, têm planos de investimentos no complexo, que fica a pouco mais do que três horas de carro da cidade do Rio de Janeiro.
A empresa de logística LLX responde pelas atividades portuárias; a de energia MPX planeja construir duas usinas térmicas, uma movida a carvão importado (2.100 MW) e outra a gás (3.330 MW), similar à oferta de energia firme de Itaipu; a empresa de construção naval OSX prevê instalar seu estaleiro. A OGX é outra potencial candidata a ter uma base local: a empresa de petróleo e gás tem direitos na exploração de blocos na bacia de Campos, a menos de 300 quilômetros da costa.
O grupo empresarial de Eike Batista já teve mais coisa na área do complexo do Superporto do Açu, mas vendeu. A MMX, empresa de mineração de Eike, tinha montado um sistema que incluía a exploração de uma mina em Minas Gerais, o mineroduto de 500 quilômetros para o carregamento da matéria-prima até Açu, onde será beneficiado e transportado pelo porto ao exterior. Mas juntamente com outro projeto no Amapá, Eike Batista vendeu o negócio por US$ 5,5 bilhões para a Anglo American, uma das maiores do setor no mundo. A mineradora Anglo continua com as obras no complexo, e o prazo de conclusão é o mesmo ano quando houver a finalização do porto.

Além dos negócios próprios, o plano para a Eikelândia contempla a instalação de outros grandes empreendimentos. Numa área de 90 quilômetros quadrados, equivalente a cidade de Vitória (ES), o bilionário brasileiro pretende atrair duas siderúrgicas – uma já assinou contrato com os chineses da Wisco, uma das três principais produtoras de aço do país asiático.
A outra foi fechada com os ítalo-argentinos da Ternium-Techint, um dos maiores fabricantes de aço da América Latina. Cada uma das siderúrgicas terá fábricas de cimento como vizinha - a Votorantim e a Camargo Corrêa, as duas maiores empresas brasileiras do setor, já assinaram acordos de intenção de investimento com as empresas de Eike.
O empresário já indicou seu interesse em atrair uma montadora de carros. Toyota? Suzuki? Essas são as marcas especuladas pelos moradores da região. Carro chinês? Carro elétrico? O Nano? O nome não é revelado pelo empresário em suas entrevistas ou mensagens pelo Twitter. Pouco se sabe sobre boa parte dos 60 memorandos de entendimentos assinados pelas empresas de Eike, que não abre as informações alegando por questões de confidencialidade.
Para completar o conjunto de projetos, indignado pelo fato de o consumidor brasileiro pagar mais do que o dobro para ter acesso um iPad, o bilionário empresário disse que gostaria de atrair uma fabricante de produtos da Apple para sua “Eikelândia”. O investimento total é estimado em US$ 36 bilhões.
Equipamentos pesados
Guindastes gigantescos, caminhões pesados novíssimos, estradas de acesso recém-asfaltadas. Aos poucos, a paisagem está sendo drasticamente redefinida pelas novas construções. Os canteiros de obras ocupam espaço em fazendas dedicadas antes à pastagem.
Moradores do município contemplam a obra como se estivessem em um grandioso parque de diversões, vendo a Disneylândia pela primeira vez. A LLX, a empresa responsável pelo porto, mantém um programa de recepção local e registra mais de 2 mil visitas anuais, o que dá quase 10% da população.
A entrada é monitadora por segurança privada. Depois de percorrer uma estrada de terra, cercada por uma vegetação rasteira, passa-se um heliponto até chegar à recepção, uma construção ao melhor estilo das mansões de praia: ampla, com pé direito alto e iluminação natural.
Um gramado que cerca a construção e é servido por um sistema de irrigação torna o ambiente um oásis no meio do solo pouco fértil desta região conhecida como Açu, que fica no 5º Distrito, no parte sul do município de São João da Barra. No ambiente com ar condicionado, que contrasta com o calor  abafado do lado de fora, o painel exposto na parede impressiona pela quantidade de construções do complexo porto-indústria.
À frente dele, uma maquete, recentemente desatualizada pela decisão de erguer o estaleiro ali, que era disputado também por Santa Catarina. A construção tem ainda uma sala de cinema para pelo menos 50 pessoas, onde é projetado um filme os negócios do empresário, amplos banheiros, escritório e um pequeno alojamento. As pessoas que trabalham ali são simpáticas e atenciosas e exigem o cuidado com as normas de segurança numa obra desta magnitude.
Um vídeo com a imagem aérea da ponte dá a dimensão exata da grandiosidade. A ponte de três quilômetros do porto já atraiu a atenção de jornalistas do mundo inteiro. A rede de TV CNN sobrevoou a estrutura do porto de helicóptero. O jornal “Washington Post” esteve aqui chamando a atenção de que o empreendimento está saindo do chão por conta do interesse chinês em obter recursos naturais – minério de ferro é o principal deles.

Foto: Fabrizia Granatieri
Superporto do Açu: Metade da mão de obra contratada para as obras vem da região; Quando os projetos estiverem prontos, promessa é gerar 50 mil postos de trabalho
Na maioria das apresentações realizadas para investidores, a ponte é mostrada como o caminho para o
desenvolvimento de uma região, que deve gerar 50 mil empregos diretos quando tudo estiver pronto, segundo números divulgados pela empresa.
No estágio atual da obra, trabalham cerca de 2,5 mil pessoas, das quais mais da metade da região, principalmente nas funções mais básicas. Engenheiros e técnicos mais especializados foram “importados” e ocupam boa parte das pousadas da região.
As projeções divulgadas pela prefeitura indicam que a população de São João da Barra irá crescer dos atuais 32 mil para cerca de 250 mil pessoas em um prazo de até 15 anos. A prefeitura lançou um plano de obras de infraestrutura, com investimentos de R$ 80 milhões para os próximos anos, que inclui redes de água e esgoto.
Seis postos de saúde, cinco creches, duas novas escolas foram construídos. Abriram-se vagas para o ensino técnico voltado, por exemplo, para operadores logísticos e metal-mecânico. Além disso, 180 alunos estão tendo aulas de mandarim para comunicar-se com os chineses que vão trabalhar numa das duas siderúrgicas esperadas no complexo industrial.
Não à subhabitações
Para atender a demanda, a prefeitura calcula a construção de 84 mil novas unidades habitacionais. “Estamos nos preparando para atender esse forte crescimento e desenvolver o pessoal que aqui está”, diz a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PMDB). Mas ela adverte que não quer que o município acomode bolsões de pobreza, com o surgimento de favelas. “Quem vier para cá e se estabelecer em barracos será retirado”, afirma.
Para acomodar o crescimento populacional, o grupo EBX decidiu criar, do zero, a “cidade X”, uma área anexa ao complexo porto-indústria. O empreendimento tem meta de atender 250 mil pessoas, embora a prefeitura avalie que não será para mais do que 150 mil habitantes. Será desenvolvido pela REX, a empresa imobiliária da Eike.
Para tanto, o empresário convidou o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, para criar uma cidade modelo. “A ideia é garantir habitação com infraestrutura, de modo que o crescimento urbano seja planejado e ecologicamente sustentado”, explica a empresa. Uma das propostas em estudo é o uso de bicicletas e de carros elétricos. “Não queremos também que a cidade X seja um condomínio fechado”, diz a prefeita. “Não é possível ter um município fragmentado.”
Bebida milagrosa
Por anos, São João da Barra viveu de atividades pesqueira, pecuária e agrícola, como a cana de açúcar - até a falência das usinas existentes na vizinha Campos de Goytacazes. Tornou-se durante os anos 1970 e 1980 nacionalmente conhecida por causa da propaganda de um conhaque de alcatrão, fabricado pelo grupo Thoquino, conhecido como “o conhaque do milagre”, capaz de curar os males dos enfermos por artrite.
“Era a maior empresa de destilados do Brasil, até a entrada das companhias estrangeiras”, diz Victor Aquino, secretário de Planejamento de São João da Barra e um dos mais de 100 herdeiros do grupo de bebidas. “Fazia muito sucesso. Chegou ao “Guiness Book”, o Livro dos Recordes, como o conhaque mais vendido no mundo em número de doses”, orgulha-se Aquino, que, em seguida, faz a ressalva: “conhaque bom mesmo é vendido em garrafa”.
Atualmente, o município vive da atividade de turismo, com a vinda de hordas de mineiros para as praias de Atafona e Grussaí - curiosamente, o maior hotel do município, com 600 quartos, é o Sesc, de Minas Gerais, cuja cidade mais próxima fica a cerca de 200 quilômetros.
Mas o que mais gera receita e mantém a cidade é a receita oriunda dos royalties do petróleo retirado do campo de Roncador, um dos maiores da Petrobras, na bacia de Campos. As transferências de recursos garantem cerca de R$ 200 milhões do orçamento anual de R$ 250 milhões a ser realizado em 2010.
Arrecadação em crescimento
A prefeitura já nota aumento na arrecadação com o ISS, o imposto sobre serviços, por conta das transformações geradas pelo Porto de Açu. Em 2007, a receita com ISS foi de R$ 1,6 milhão, valor que chegou a R$ 8 milhões no ano passado. “Apenas o estaleiro do Eike vai gerar mais R$ 35 milhões em recursos próprios ao município”, diz Aquino, confiante de que o empreendimento dará à cidade de São João da Barra independência financeira. A prefeitura já prepara uma atualização do mapa de georeferenciamento para fixas novas cobranças de IPTU e ISS.

Foto: Fabrizia Granatieri
Victor Aquino, secretário de Planejamento de São João da Barra: "novo" Eldorado
Aquino diz que São João da Barra vive uma fase de “novo Eldorado” brasileiro. Ele nasceu em Campos, nunca trabalhou na fábrica da família e mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro há três décadas para estudar e trabalhar como arquiteto.
Conheceu Eike Batista quando o empresário fez um investimento na área de saúde e convidou o arquiteto para fazer um projeto de consultórios hospitalares. Há três anos, fascinado com o Superporto do Açu, Aquino decidiu voltar à região de São João da Barra e ajudar a implantar o empreendimento de Eike.
“Sou uma espécie de Severino, ajudando a destravar tudo”, brinca. “Aqui as oportunidades existem. Quem for um bom profissional se dará bem”, diz. Quando sair da prefeitura, ele mesmo espera colher essas oportunidades com seu negócio na área de arquitetura “Espero ganhar muito dinheiro no futuro, obviamente não serei um bilionário como o Eike”, diz.
O primeiro shopping da cidade começa a sair da maquete. A SuperBom, uma rede de supermercados de Campos, acena com a abertura de uma filial na cidade vizinha. A cidade tem duas agências bancárias, uma do Banco do Brasil e outra do Itaú. A Caixa Econômica Federal deve abrir uma filial, assim como se espera o mesmo do Bradesco e Santander.
Determinadas cidades nascem da junção de pessoas com empresas que buscam explorar seus recursos naturais. A mineira Ipatinga era uma cidade de 3 mil pessoas que cresceu à sombra da siderúrgica Usiminas. A cidade fluminense de Volta Redonda nasceu com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). As duas cidades são consideradas exemplos do desenvolvimento industrial brasileiro.
Mas há casos de tremendo fiasco. Henry Ford, o empresário que revolucionou a indústria automobilística, criou uma cidade do zero no meio da floresta Amazônica para extrair das seringueiras o látex utilizado na fabricação de pneus aos carros que vendia nos Estados Unidos. A “Fordlândia” durou pouco mais de 15 anos e virou uma cidade abandonada perto de Santarém, no Pará. Delírio ou não da mente dos empreendedores, o tempo vai dizer se Eike Batista concretizará os projetos empresariais, transformando São João da Barra na sua “Eikelândia”.

Construção do porto envolve 2,5 mil trabalhadores
Foto: Fabrizia Granatieri
Construção do porto envolve 2,5 mil trabalhadores

41 Comentários |

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  • Mauro Vianna Ferraz | 04/01/2011 11:34
    Após anos que Oscar Americano e Sebastião Camargo já não estão entre nós, um novo visionário e empreendedor!
    Parabéns aos que alavancam o progresso.
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  • Guilherme Souza | 04/01/2011 11:34
    Além de beneficiar o Norte Fluminense, beneficiará Espírito Santo e Minas Gerais. Uma maravilha! É de projetos assim que o Brasil precisa.
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  • Fernando Casaes | 04/01/2011 11:31
    Eike, não é de hoje, comprova mais uma vez com esse mega projeto ser um empresário de visão. Não há dúvida de que investimentos desse porte trarão para toda a região e até mesmo para todo o país, recursos financeiros através dos impostos a serem pagos e, sobretudo, mais empregos e melhorias sociais. Assim deve ser. Mas tenho um único medo: coisas assim, que envolvem uma grande interferência na natureza precisam ser muito bem planejadas e, mais ainda, fiscalizadas para que não ocorram acidentes naturais ou transformações significativas no meio ambiente. A saúde de todos e a preservação da natureza estão acima de qualquer poder monetário. Eike, parabéns, mas preserve!
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  • Antonio | 04/01/2011 11:30
    Esse Sh(Eyke) é um verdadeiro exemplo de empresario de que o Brasil e brasileiros e brasileiras precisam. Como brasileiro gostaria muito de parabenizar o nosso Eyke Batista. Bola pra frente, seu Eyke, e deixem os indecisos perdendo tempo e dinheiro.
























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  • José Rosivaldo | 04/01/2011 11:26
    Parabéns ao ig pela matéria. Para mim só confirma o que venho observando a muito tempo: de fato o Brasil é o país das oportunidades, melhor ainda saber que os brasileiros estão descobrindo isso. Seria muito bom se outros brasileiros que também tem condições tivessem coragem e fizessem o mesmo nos demais estados brasileiros. E os governantes, por sua vez, desonerassem mais as empresas.
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  • Edmar | 04/01/2011 11:23
    Mais uma fantasia do Sr. Eike.
    Ele vai começar a obra, e não irá terminar, irá tentar vende-lo para outra pessoa.
    Pois é assim que ele ganha dinheiro, apenas inventando as coisas e não executando-as;
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  • Marcos | 04/01/2011 11:22
    Com este empreendimento, como fica a cidade e as cidades proximas, serão construidas escolas, transportes, saúde? estão planejando o crescimento com investimentos das empresas ou os governos terão que investir o dinhario público? ou será resolvido depois que estabelecer o caos.

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  • Stella Porto | 04/01/2011 11:21
    Esse sim é centrado e sabe ganhar dinheiro!! Dinheiro é tudo!! O resto é só engodo!! Todo homem é só engodo!! Fala sério!!
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  • Jorge Luiz Alves | 04/01/2011 11:15
    Um mega empreendimento com noções de oportunidades e riscos seguido por uma espectativa de desenvolvimento social e econômico não só para região de São João da Barra no estado do Rio de Janeiro, mas também para o Brasil. Com tudo, espero que nessa combinação de elementos, gere empregos a níveis de gestores, engenheiros, técnicos e operários exclusivamente para brasileiros.

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  • Rodrigo | 04/01/2011 11:10
    Curioso que a reportagem não cite sequer um dos muitos problemas ambientais trazidos pelo chamado "desenvolvimento" da região... fiquem alertas,barrenses, alertas! :-)
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Casa do fazer


Você quer reciclar e tem dúvidas com? Veja abaixo algumas dicas.

Materiais Recicláveis:

Os materiais mais comuns encontrado no lixo urbano e que podem ser reciclados são:

- Plásticos:
- Garrafas, embalagens de produtos de limpeza;
- Potes de cremes, xampus;
- Tubos e canos;
- Brinquedos;
- Sacos, sacolas e saquinhos de leite;
- Isopor.

Alumínio:
- Latinhas de cerveja e refrigerante;
- Esquadrias e molduras de quadros;

Metais Ferrosos:
- Molas e latas.

Papel e Papelão:
- Jornais, revistas, impressos em geral;
- Papel de fax;
- Embalagens longa-vida.

Vidro:
- Frascos, garrafas;
- Vidros de conserva.

Materiais não recicláveis:
- Cerâmicas;
- Vidros pirex e similares;
- Acrílico;
- Lâmpadas fluorescentes;
- Papéis plastificados, metalizados ou parafinados (embalagens de biscoito, por exemplo)
- Papéis carbono, sanitários, molhados ou sujos de gordura;
- Fotografias;
- Espelhos;
- Pilhas e baterias de celular (estes devem ser devolvidos ao fabricante);
- Fitas e etiquetas adesivas.

Como preparar os materiais:
- Plásticos: lave-os bem para que não fiquem restos do produto, principalmente no caso de detergentes e xampus, que podem dificultar a triagem e o aproveitamento do material.
- Vidros: lave-os bem e retire as tampas.
- Metais: latinhas de refrigerantes, cervejas e enlatados devem ser amassados ou prensados para facilitar o armazenamento.
- Papéis: podem ser guardados diretamente em sacos plásticos
- As caixinhas de leite do tipo longa vida também devem ser limpas para evitar que a sujeira deixe mau cheiro e atraia animais como ratos e baratas.

Você não precisa separar os materiais recicláveis por tipo. É necessário somente separar o material seco do úmido.

Existem vários locais para depositar o material reciclado. Porém, se você quer organizar o seu condomínio ou sua empresa pode procurar a Casa do Fazer. Pelo site www.ressoar.org.br/casa_fazer_home.asp ou pelos telefones: (11) 3537-3797 ou (11) 2562-2829, que eles podem indicar pessoal especializado para orientar seu condomínio ou empresa.

Contêineres, como pedir: A PMSP dispõe em seu portal uma lista de endereços (locais atendidos pelo serviço de coleta seletiva porta a porta), onde é possível verificar se sua rua é contemplada pelo Programa de Coleta Seletiva.

Caso o endereço em referência seja contemplado, e esteja dentro da área de coleta das concessionárias, é possível verificar junto as empresas a viabilidade de instalação do contêiner.

Em caso positivo a instalação do contêiner, a coleta será realizada pela concessionária com freqüência de uma a duas vezes por semana podendo ser efetuada nos períodos diurnos e noturnos.

A solicitação de contêiner poderá ser feita através da Central de Atendimento: 156 ou através do e-mail: limpurb@sac.prodam.sp.gov.br.

?

MATÉRIA TEMPO
Chiclete
Bituca de Cigarro
Fralda Descartável
Alumínio
Longa Vida
Plástico Pet
Boracha (Pneus)
Couro
Madeira Pintada
Sacolas Plásticas
Papel
Vidro
Metal
Casca de Banana ou Laranja
5 anos
1 a 5 anos
600 anos
200 a 500 anos
100 anos
Indefinido
Indefinido
até 50 anos
13 anos
30 a 40 anos
3 meses a vários anos
Indefinido
100 anos
2 a 12 meses

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Japão

Coleta de Lixo ( Gomi no shuushuu )

No Japão, a coleta de lixo é um serviço público gratuito. Este serviço pode variar de acordo como a área, mas geralmente o lixo é recolhido nos dias fixos da semana. Os lixos são separados em dois tipos: Futsuu gomi ou moeru gomi, que é lixo comum ou lixo combustível como resíduos da cozinha, papéis, etc. Quase sempre são recolhidos duas vezes por semana. Bunbetsu gomi oumoenai gomi, que é lixo não combustível, como plástico, vidro, metal. São recolhidos uma vez por semana.Há ainda sodai gomi ou lixo volumoso, como móveis, aparelhos eletrônicos, etc. este tipo de lixo volumoso, como móveis, aparelhos eletrônicos, etc. Este tipo de lixo deve conservar-se em casa, pois o lixo volumoso somente será recolhido, marcando a data com a companhia de limpeza, e você deverá pagar uma taxa pela coleta. Procure separar bem os tipos de lixo, e respeite os dias de coleta de seu bairro. Aprenda a identificar os kanji dos dias da semana para saber quando depositar o lixo no dia e no local marcados.

Atenção
1- O lixo deve ser jogando no local e dia determinados.
2- Não jogar o lixo além dos dias determinados.
3- Não misturar os lixos inflamáveis com os não inflamáveis.
4- O lixo deve ser armazenado em sacos plásticos ou em caixotes, devidamente vedados, para que cães e gatos não os violem. 

(Enquanto aqui o povo joga lixo nos rios ¬¬)

Furoshiki

Apenas um lenço e um nó

Isto basta para fazer um furoshiki, tradição secular japonesa

18 de dezembro de 2010 | 16h 00
Marcelo Lima
Um lenço quadrado de seda. A princípio, nada mais do que isso. Mas é o que basta para que mãos conhecedoras do furoshiki façam dele um embrulho para lá de especial. Do mais sofisticado ao mais banal dos objetos, qualquer volume uma vez envolto nele vai parecer conter algo realmente valioso.
Eis, em linhas gerais, a definição da mais tradicional das técnicas japonesas de embalar. Mas o furoshiki é bem mais do que um mero pacote. Ele pode ser usado para carregar objetos e também como bolsa. "O que diferencia o furoshiki de um embrulho convencional é basicamente a forma como damos o nó", sintetizou Etsuko Yamada, uma das maiores autoridades no assunto no Japão, em recente visita ao Brasil.
Expressão de reverência, como quase tudo o que faz parte da cultura nipônica, a tradição do furoshiki, segundo Etsuko, se reveste hoje de um significado maior, uma vez que um mesmo pedaço de tecido pode virar embrulho de presente e depois ser reutilizado de diferentes formas. "Acredito que, para se manter viva, a técnica deve estar incorporada ao cotidiano das pessoas. Nesse sentido, a sustentabilidade pode ser a chave para fazer dela algo tão útil quanto era no passado", diz.
Autora de livros sobre o tema e membro do Mottainai Furoshiki - campanha que promove o reúso, a reciclagem e a redução de matérias-primas, criada pela ex-ministra do Meio Ambiente do Japão, Yuriko Koike -, Etsuko vê com bons olhos o atual interesse despertado em designers de todo o mundo pela tradicional técnica dos nós.
Considerado hoje uma alternativa viável de substituição de sacos e sacolas plásticas, de redução de poluentes e de acúmulo de lixo urbano, o furoshiki surgiu no Japão por volta de 700 d.C., no período conhecido como Era Nara. No início do século passado, com o aumento da oferta de produtos têxteis, atingiu seu auge, tendo evoluído de um simples recurso de transporte para uma forma mais refinada, quase ritual, de se embrulhar um presente.
Risco de extinção. Depois da 2ª Guerra Mundial, porém, seu uso foi sendo reduzido, a ponto de chegar quase à extinção durante a década de 70, ironicamnete por causa da difusão do uso das sacolas plásticas, o mesmo produto que ele se propõe agora a substituir. "Fico alegre ao ver que os jovens não param de encontrar novos usos para o furoshiki, seja como porta-objetos, acessório, sacola e bolsa. Eles estão pondo a criatividade para funcionar e, desta forma, ajudando a preservar o planeta", afirma a especialista.
Formada em design têxtil e apaixonada pela técnica dos nós, Etsuko Yamada roda o mundo realizando palestras e workshops sobre o assunto - em novembro, ela esteve por aqui a convite da Fundação Brasil-Japão. Em Tóquio, ela dirige a Musu-Bi (literalmente, beleza do nó), loja inteiramente dedicada ao furoshiki. Além de comercializar os lenços - são mais de 500 tipos em estoque à disposição dos clientes -, o espaço funciona como um centro de pesquisas voltado para a preservação da secular arte.
Consta que a tradição de se atar lenços para produzir embalagens chegou ao Brasil com os primeiros imigrantes japoneses, há pouco mais de 100 anos. Imune ao tempo, no entanto, o interesse pela técnica continua bastante vivo no País, principalmente entre os descendentes mais jovens.
Curiosidade. Percorrendo São Paulo, Rio e Maringá, no Paraná, cidades onde é grande a colônia japonesa, Etsuko se surpreendeu com a quantidade de lares que, de alguma forma, procuram preservar a técnica. "Isso ajudou a despertar a curiosidade da nova geração, que acompanhou com bastante interesse minhas palestras", disse.
Polidez, dignidade e respeito. Estes são, segundo Etsuko Yamada, os valores expressos por um presente envolto em um furoshiki. Razões mais do que suficientes para se abandonar papel e fitas neste Natal e, da posse desta edição do Casa, se arriscar na arte japonesa de se produzir embalagens. Sem dúvida, o presenteado - e o planeta - vão gostar da ideia.

Tópicos: CasaFuroshikiSuplementosGeral
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Tel (011) 2601-5040 ou 2268-4652

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fluorecentes

orreto

Brasil tem poucas empresas capacitadas para fazer a reciclagem adequada das fluorescentes

29 de dezembro de 2010 | 0h 00
Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
O que fazer com as lâmpadas fluorescentes após a vida útil? Das mais de 200 milhões de unidades que são consumidas anualmente no Brasil, apenas cerca de 6%, ou 12 milhões, recebem destinação correta - o que inclui a retirada do mercúrio e a reciclagem de seus componentes, como vidro e alumínio.
Atualmente, a falta de uma estrutura de coleta para que o consumidor leve suas lâmpadas e o pequeno número de empresas capacitadas para realizar a destinação correta do material são os grandes desafios. Em todo o País, não existe mais que uma dezena de empresas licenciadas para reciclar o material.
"A demanda existe, mas há poucas empresas que se dedicam a essa atividade porque é baixo o valor de mercado para os resíduos do processo de descarte de lâmpadas fluorescentes. E isso inibe as empresas", afirma Plínio Di Masi, diretor-geral da Naturalis Brasil, recicladora de lâmpadas de Itupeva (SP).
A Naturalis Brasil atende companhias que, por força da legislação ou de programas de gestão ambiental, como a certificação da ISO 14001, são obrigadas a dar destinação correta às lâmpadas. São cerca de 50 clientes, entre hospitais, escolas e indústrias. Mas também recebe lâmpadas de consumidores e condomínios que não sabem o que fazer com o resíduo.
Segundo outro reciclador, a Tramppo, em Cotia (SP), que tem cerca de 400 clientes, entre eles o Metrô de São Paulo, a demanda pelo serviço de descontaminação e reciclagem de lâmpadas vem crescendo fortemente nos últimos anos. "Nossos clientes, em sua maioria, são empresas que possuem programas de gestão ambiental e precisam dar destino correto a esse tipo de resíduo", diz Carlos Alberto Patchelli, diretor da Tramppo.
A empresa nasceu na incubadora de negócios da Universidade de São Paulo (Cietec/USP), vislumbrando o mercado potencial de reciclagem de lâmpadas. A tecnologia empregada permite, por exemplo, que o pó fosfórico, subproduto do processo de reciclagem, seja reaproveitado na indústria de cerâmica. O vidro vai para a produção de pisos e o perigoso mercúrio é reutilizado na produção de barômetros e termômetros. "A proposta é fechar o ciclo", diz Patchelli.
Custos. O Estado de São Paulo ainda precisa concluir a regulamentação da Política Estadual de Resíduos Sólidos, que vai impor metas de reciclagem para determinados tipos de resíduos, como pilhas, embalagens de agrotóxicos e lâmpadas.
A definição das metas deveria sair até o dia 31, mas, segundo o secretário adjunto de Meio Ambiente de São Paulo, Casemiro Tércio Carvalho, o prazo para que a indústria se adapte à coleta das lâmpadas nos pontos de venda deve ser prorrogado até fevereiro. "Existe um custo para a logística reversa desse material. Mas isso tem de ser feito, e um dos caminhos é por meio de parcerias entre a indústria e os pontos de venda." Segundo os recicladores, o custo de reciclar uma lâmpada fluorescente fica entre R$ 1 e R$ 1,20.
Outro problema, segundo Carvalho, é que há poucas empresas habilitadas a fazer o descarte e a reciclagem dos componentes das lâmpadas. Em todo o Estado de São Paulo, por exemplo, só há quatro. De acordo com a própria Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a quantidade é insuficiente para atender à demanda que a lei de resíduos estadual vai gerar. Sozinho, o Estado consome nada menos do que 65% das lâmpadas fluorescentes vendidas no País.
Logística. O Brasil tem algumas iniciativas de coleta de lâmpadas. A Apliquim Recicla Brasil, hoje a maior recicladora de lâmpadas do País - processa em torno de 7,5 milhões de unidades/ano -, fechou parcerias com lojas de materiais de construção do Rio de Janeiro e de Caxias do Sul (RS) para receber descarte dos consumidores. Grandes redes, como Leroy Merlin, também já começam a coleta em algumas lojas. "Mas são iniciativas pontuais, que não atendem o consumidor. A maioria acaba descartando as lâmpadas no lixo comum", diz Eduardo Sebben, diretor superintendente da Apliquim Recicla Brasil.
De olho na obrigatoriedade futura, indústria e varejo começam a se articular. A Philips deve incluir, no primeiro semestre de 2011, as lâmpadas fluorescentes em seu projeto Ciclo Sustentável, que realiza a logística reversa de eletroeletrônicos, pilhas e baterias.

PARA ENTENDER
Faltam critérios mais rígidos para destinação
A Lei Nacional de Resíduos Sólidos, de 2 de agosto de 2010, foi regulamentada na semana passada, mas não houve detalhamento sobre a questão da destinação e reciclagem das lâmpadas. Havia a expectativa de que seriam impostos critérios mais rígidos para a destinação desse tipo de resíduo, o que ainda não ocorreu.
Segundo o decreto, os consumidores que não separarem o lixo seco do úmido estarão sujeitos a multas. Entre outras medidas, o decreto prevê penalidades para aqueles que não cumprirem as obrigações estabelecidas na coleta seletiva e nos sistemas de logística reversa, pelo qual aparelhos eletroeletrônicos, pilhas e pneus terão de retornar aos fabricantes. A punição pode vir em forma de advertência e, em caso de reincidência, multas de R$ 50 a R$ 500

Cabelos


O fio de cabelo é uma estrutura fina q cresce em média de um a 2cm ao mes. Ele é constituído basicamente, cerca de 80%, da proteína queratina. Durante seu crescimento ele é envolto pela secreção das glandulas sebáceas. Esta secreção funciona como uma capa protetora, além de permitir brilho e suavidade ao fio. Cada fio possui raiz e haste. Haste é a parte visivel do fio.
Cada fio possui tres estruturas principais:
CUTICULA. Camada externa do fio. É a principal barreira à penetração de agentes quimicos e ambientais p/ o interior da fibra.
Permanece intacta, somente a alguns milímetros da raiz. Sua sensibilização é causada por açoes mecanicas (escovar, pentear, secar, lavar friccionando como roupa!), químicas (shampoos, ondulações, coloração, descoloração, alisamentos), e ambientais (sol, mar, vento, piscina). A danificação da cuticula, torna o cabelo sem brilho, dificil de pentear e aspero ao toque.
A remoção total da cuticula causa as chamadas pontas duplas. A cuticula é formada por 6 a 10 camadas sobrepostas como telhas em um telhado. Ela é responsavel pelo brilho dos cabelos e influencia fundamentalmente no toque, na suavidade, na penteabilidade, e formação de carga estática.
CÓRTEX. É onde as proteínas queratinizadas se formam em fibras paralelas, dando a elasticidade e resistencia q um cabelo saudavel tem e determinando o grau maior ou menor de porosidade do fio. Sua estrutura pode ser alterada por agentes quimicos e luz ultravioleta proviniente dos raios solares.
MEDULA. Encontra-se no centro do cabelo, como se fosse uma espinha dorsal,constituidas de pigmentos. Em um cabelo traumatizado por agentes quimicos, a medula apresenta-se quebrada e às xs ausente. É responsável pela nutrição e sustentação do fio e no homem ela nao possui função real chegando a ser às xs ausente.
COMPOSIÇÃO QUIMICA DOS FIOS
AGUA. É fundamental e seu teor varia de acordo com a umidade relativa do ar, mas chega em torno de 10% da composição quimica de um fio. Qdo o cabelo está molhado, chega a absorver cerca de 30% do seu peso-Portanto, procure sempre lavar seu cabelo pela manha e nao prendê-lo molhado. Evite lavá-lo à noite, pois o cabelo leva em torno de 24 horas p/ secar naturalmente.
LIPIDEOS. Fazem parte da composição e podem estar tanto interna, qto externamente. Tanto os óleos internos, qto externos somam 6% da composição dos fios. Os internos ajudam na estrutura do fio e os externos sao responsaveis pela manuntenção de óleo ao longo do fio.
AMINOÁCIDOS. Sao unidades fundamentais das proteínas e somam cerca de 14% da composição quimica. O mais importante é a cisteína, rico em enxofre (garante a resistencia quimica do cabelo) q é um elemento de ligação covalente (dá forma ao cabelo- liso, ondulado, crespo, etc). Estes ligados entre si, ou atuando sozinhos, sao fontes de brilho, maleabilidade e resistencia dos fios.
QUERATINA. É uma proteina fibrosa, insoluvel, de alto peso molecular. Os cabelos e unhas dao compostos basicamente dela. A queratina hidrolizada, obtida atraves de processos laboratoriais, possui facilidade de penetração na cuticula, devido ao baixo peso molecular, proporcionando brilho, restauração , umidade e condicionamento. A administração CORRETA da queratina, auxilia na reestruturação das regioes do cabelo afetadas por agentes quimicos, ambientais e mecanicos.FITOQUERATINA. COMPOSIÇÃO DE AMINOÁCIDO LIVRES DAS PLANTAS NA MESMA PROPORÇÃO EM Q SÃO ENCONTRADAS NO CABELO HUMANO. Possui baixo peso molecular e provem do milho, trigo e soja, manipulados LABORATORIALMENTE!!! Portanto nao tentem extrair queratina em casa, OK